É engraçado sempre que, mesmo sendo algo comum principalmente na Marvel Comics, o passar do legado para uma nova geração ou o fato de haver um substituto no manto de um herói conhecido, ainda haja quem reclame ou até ataque essas mudanças como se fosse algo pessoal. Como leitor há mais de uma década venho me perguntado bastante qual seria o problema disso.
Na verdade, isso pra mim sempre foi estranho. Um herói é aquele que inspira algo, que tem algo a proteger, então não importa se é Steve Rogers, Sam Wilson ou Bucky Burnes por baixo daquela máscara de Capitão América. Isso foi um dos motivos que tanto gostei de Campeões, jovens que se preocupam mais com o meio que vivem do que querer fazer parte de uma gigantesta batalha sci-fi. Eles enchergaram, principalmente a nossa pequena Kamala, que o mais importante é o povo e não seus próprios egos em serem reconhecidos.
É tão mesquinho se prender a detalhes com tamanha desimportância, e geralmente essas severas críticas e ataques partem de indivíduos que nem se dão o trabalho de ler aquilo que tanto comentam. Pra mim não faz o menor sentido emitir uma opinião, ainda mais se ela for calorosa, sobre um produto ao qual não tenho o mínimo conhecimento já que não aproveitei o que ele tinha a me oferecer. Chega a ser até uma tremenda desonestidade e isso se torna ainda mais sujo quando se perpetuado por um blogueiro.
Não existe um Homem-Aranha "base", Peter Benjamin Parker está em constante mudança desde sua criação, mesmo que o público só enxergue sua versão genérica: pobre, adolescente e engrassado. Não, Parker já passou por poucas e boas, já creseceu, casou, teve filha, fez pacto com Mephisto... Opa, esse é um assunto tabu entre os leitores. Cada quadrinho é um retrato de sua época e a forma que a sociedade era vista na mesma. O mesmo vale para todos os outros personagens seja de qual editora for.
Se você está lendo um quadrinho para mostrar pro seu amigo no cinema que você sabe mais ou que determinado personagem é mais forte que outro, sinto muito aua experiência é uma bela de uma porcaria. Pouco me importa quem veste o manto do Capitão Mar-Vell, o que me importa é o que esteja sendo feito dele e que geralmente nos fornecem grandiosas histórias. O tempo passa e o heroismo não deve ser algo exclusivo e sim um legado que sempre deve ser passado para uma próxima geração. Aceite que você não é dono daquilo que consome e busque aproveitar uma boa história, meu amigo, ou nem leia quadrinhos.



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