Nick Spencer fez um trabalho maestral no pré-Império Secreto, trabalhando minuciosamente o passado de Steve Rogers em "Capitão América: Steve Rogers", revista que deu prosseguimento ao rejuvenescimento pelo Kobik em O Impasse.
Cada memória no passado de Steve recebeu um retoque do Cubo Cósmico, gerando no nosso amado Cap uma espécie de efeito borboleta. As memórias que foram alteradas acabaram por ir mudando todo seguimento posterior, remodelando totalmente a mente de Steve. Desde sua criação à seu estado atual. Outro ponto interessante é a forma como a realidade foi sutilmente alterada para que Steve, em seu posto como indivíduo fiel a Hidra, pudesse existir em um mundo onde o Capitão América é um herói admirado e louvado.
Essas mudanças sutis acabaram por acarretar alianças e admoradores que Johann Schmidt, o Caveira Vermelha, nem imaginava quando arquitetou sua vingança suprema contra Rogers. Na verdade, Johann acabou por ser vítima do próprio plano.
A forma como Spencer usa do passado alterado para gerar as motivações do personagem é genial. Aquele que sofremos tanto ver fazer atrocidades ainda é o Capitão América, sendo o melhor no que faz como diria nosso velho carcaju James Howlett, só que desta vez sendo o melhor "agente da Hidra".
Nick Spencer vem entregando um dos melhores arcos que tive o prazer de ler nesses últimos 10 anos, desde que li os grandiosos arcos Guerra Civil, O Cerco, O Poder do Medo, Reinado Sombrio e assim por diante. A Marvel vem fazendo um ótimo trabalho em brincar com o status quo de seus principais personagens, afinal nenhum leitor gosta da chatice da mesmice.


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