Depois de ter uma versão deturpada de si mesmo manchando o seu nome e honrosa imagem [1], estava mais do que na hora de nosso eterno garotão Steve Rogers voltar e botar tudo no seu devido lugar. Bom, ele botou e com todo mundo vendo, mas depois do aguardado embate Capitão América VS Capitão Hidra, no arco Império Secreto, o que vem? Uma grandiosa volta a suas origens, já posso adiantar com muita felicidade e respiro.
Com o personagem nas mãos de Mark Waid não havia nada menos que interessante para se esperar, e com Chris Samsee como co-roteirista não havia dúvidas de que teríamos um bom retorno para o bandeiroso. Waid tem toda uma preocupação em deixar claro a estrutura esperançosa que o Cap transmite para o meio que está interagindo no arco "Lar dos Bravos".
Rogers é uma luz na escuridão, sempre combatendo o mal e inspirando a permanência no caminho certo. O Capitão América, apesar do nome, não se trata apenas de um homem trajando uma bandeira, mas um homem que defenderá o que acha certo não se importando contra quem terá de confrontar (Stark, Hill e a SHIELD sabem muito bem disso [2]). A arte de Samsee complementa muito bem a imagem de um herói inocente e com um contato muito humilde com a população. Ainda mais nas interações entre Steve e Joe que nos rendem momentos confortáveis e demonstra o quão acessível esse homem sempre foi.
As edições 695 á 697 [3] do Capitão América é um tributo enorme as origens do heróis e mais um grande acerto na conta de Mark Waid que vem me dando quadrinhos de muita qualidade. Um retorno necessário para o personagem respirar após seu volume anterior [4].
[1] Uma versão distorcida de Steve Rogers criada pela versão humanóide do Cubo Cósmico, a Kobik.
[2] Eventos do arco Guerra Civil, 2006.
[3] A revista retornou para sua numeração original lá do Vol. 1 por causa da Iniciativa Legado.
[4] Capitão América: Steve Rogers, 2016.



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